A nova tendência em armazenamento e processamento de dados, chamada de Edge Computing, promete reduzir o tráfego de dados na rede, centralizar as informações no local onde é originada e ainda vai separar o que é dado de uso frequente e o que é informação que pode ser direcionada para a nuvem, realizando assim um pré-processamento.

Novos tempos para a tecnologia
A tecnologia sempre foi marcada por ondas e ciclos de evolução que agregam novas soluções para suportar suas novidades. E é aí que o Edge Computing entra em evidência: com o aumento da produção de dados e informações, além de cada vez mais encontrarmos objetos conectados, o Edge Computing vem para ser uma solução para agilizar o processamento e acesso a toda informação que será criada daqui pra frente. Os principais catalisadores deste movimento são a Inteligência Artificial e a  Internet das Coisas. Não deixe de ler nosso artigo sobre o Avanço da Internet das coisas também, clique aqui.

O que é o Edge Computing
Também chamado de “Computação de Borda”, o Edge Computing descentraliza o armazenamento e processamento de dados. Isso significa que as informações ficam mais perto de onde estão sendo produzidas, ou seja, é feita uma triagem no local onde o dado é produzido, o que reduz o tráfego de informações, e somente o que não será utilizado com frequência ou naquele dia/momento é enviado para a nuvem, a já velha conhecida Cloud Computing.

Na prática, são mini data-centers que processam as informações e dados no próprio local onde são originadas, o que facilitará aos usuários o acesso a essas informações. Pode ser classificado como recurso próximo ao usuário final e até mesmo como fonte de dados, já que não estará em um servidor remoto longe dos usuários.

Redução do tráfego de informações
Como o Edge Computing tem como premissa realizar uma triagem, armazenar e processar os dados no local onde são produzidos, somente será gerado o tráfego de dados das informações que ficarem armazenadas por um longo período. Isso quer dizer que a informação do dia a dia, que será gerada por objetos conectados e autônomos ficará na borda, enquanto os dados que não são usados no dia a dia serão tratados e enviados para a Cloud. Isso irá reduzir consideravelmente o tráfego de dados na rede. Por consequência, o Edge diminui o tempo de envio de informações para a rede, visto que o tráfego ficará mais organizado.

A verdade é que o uso excessivo de tecnologias que estão gerando dados como Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Machine Learning, entre outros pode criar uma sobrecarga na nuvem, para onde esses dados estão sendo enviados. Neste ponto, o Edge Computing vem para resolver essa sobrecarga, visto que os dados serão pré-processados na borda, no local de sua origem, antes de serem destinados para a nuvem. Este processamento é de baixa latência – com mais agilidade – e em tempo real.

Todo esse raio-x do mundo atual da tecnologia pode parecer um pouco técnico, mas são mudanças que criarão novos recursos e funcionalidades para usuários e empresas. Vale a pena acompanhar e já visualizar quais serão os grandes impactos para sua empresa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *