Vindo da China, podemos afirmar que a tendência dos Super Apps é um cenário que logo será realidade no universo ocidental. O mercado chinês soube digitalizar diversos comportamentos e segue na vanguarda quando o assunto é varejo e tecnologia, fazendo com que grandes players ocidentais estejam cada vez mais plugados com as boas práticas aplicadas pelas redes de varejo chinesas, tentando entender essa vida mobile-only. O e-commerce chinês cresce cerca de 40% por ano e gera aproximadamente US$ 1 trilhão de transação/ano. Esse resultado extraordinário é um reflexo da digitalização das vendas. 

Case de sucesso!
Falando especificamente da digitalização do comportamento dos chineses, podemos colocar o WeChat como um dos grandes responsáveis por isso. O app, classificado como um Super App, foi lançado em 2010 e está atrás somente do WhatsApp. E o que fez ele ficar tão famoso e tão presente no dia a dia dos chineses?  A resposta está em proporcionar praticamente todo o tipo de facilidade para que o usuário realize diversas atividades em um único local: agendar consultas médicas, jogar, publicar fotos, trocar mensagens, solicitar algum serviço de delivery e por aí vai. 

Esse vídeo, produzido pela WeChat exemplifica muito bem como o aplicativo permeia por diversos momentos do dia a dia do usuário:

Mas o que são Super Apps?
A ideia é levar praticidade para a rotina do usuário: um app onde se realizam diversas atividades, das mais simples como trocar uma mensagem, até mais específicas como realizar um pagamento. A concentração de diversos serviços e soluções é o que classifica um app para um Super App. 

Tecnicamente falando, é necessário abrir os olhos para os desafios que surgem ao elaborar um app com tantas possibilidades de uso como usabilidade e clareza para o usuário, além do peso que a aplicação vai consumir no smartphone do usuário. Em contrapartida, o usuário não precisará baixar uma gama de aplicativos e realizar um novo cadastro em cada um eles, onde cada um cumpriria uma função em específico – ou seja, facilidade para o usuário. 

Até pouco tempo atrás falamos sobre a estratégia de unbundling de apps, que seria a descentralização das funcionalidades dos apps, como por exemplo o Messenger do Facebook e o próprio app do Facebook para navegação do feed. Parece que o jogo virou.

No Brasil, algumas marcas já estão embarcando na onda.
Recentemente, a Rappi recebeu o aporte de US$1 bilhão e temos grandes chances de começar a ver um case aqui no Brasil de um Super App. Em entrevista cedida pela Infomoney, Fernando Vilela, head de Growth da Rappi no Brasil, comenta: “Não faz sentido para ninguém ter um milhão de apps instalados. Ocupa espaço e você nunca vai usar todos com a mesma frequência”.

O app da Rappi vem evoluindo para pedir delivery de qualquer coisa, agendar serviços de salão, alugar um patinete e a novidade é a possibilidade de buscar imóveis para aluguel temporário. Vale ficar de olho e acompanhar como o aplicativo irá se posicionar com o leque de opções ao usuário. 

O Banco Inter também realizou um movimento para acompanhar essa tendência. Mesmo sendo uma marca de serviços financeiros, o Banco Inter lançará em breve um Super App que contempla entrega de alimentos e contratação de transporte compartilhado. A inspiração para o projeto veio da Ásia e o objetivo é que por através dessas funcionalidades de um Super App a marca consiga angariar mais clientes. 

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