O dado está aí para reforçar: 7 a cada 10 brasileiros realizam compras na Internet. E nos tempos atuais, criar ou não um posicionamento na Internet já não é mais a pauta nos fóruns executivos empresariais. De acordo com um estudo da Harvard Business Review, mais de 30% dos executivos das áreas de Varejo e Tecnologia da Informação pretendem investir em ações de AR em 2020. Agora a pergunta mais frequente é de que forma uma marca pode oferecer as melhores experiências digitais de compras para seus usuários para se diferenciarem dos concorrentes.

Nesta corrida alucinante da inovação e tecnologia vale quem sair por primeiro ou desenhar algo diferenciado no que diz respeito a experiência de compra. E é nesse ponto que a Realidade Aumentada vem ganhando atenção. 

Nós já falamos dela aqui em nosso blog também – aproveite para ler este artigo depois – mas é na atualidade que a adesão da ferramenta vem aumentando. As empresas estão conhecendo mais seus diferenciais e conseguindo criar experiências inovadoras de uso com a Realidade Aumentada.

A rede social que faz uso de imagens do dia a dia – Instagram – está ajudando nessa dissipação da tecnologia. A ferramenta social já possui a feature que facilita a compra, mas agora a novidade é a inclusão da Realidade Aumentada disponível para algumas marcas usarem. Isso significa que um usuário poderá testar ou provar um produto direto do Instagram e até mesmo compartilhar essa imagem da experimentação – ampliando o buzz da inovação proposto pelas marcas que participam do projeto. Atualmente a funcionalidade da Realidade Aumentada está disponível para a MAC Cosméticos e a marca de óculos Ray-Ban e a tendência é que no futuro a ferramenta esteja acessível para mais empresas inovarem na forma de mostrarem sua vitrine.

É indiscutível o efeito que a experiência de provar virtualmente oferece ao usuário: ele pode testar diversos modelos ou cores de forma rápida e simples, o que facilita o seu processo de interesse e finalização de compra.

A rede de lojas C&A também é um exemplo de marca que vem inovando no uso da tecnologia da Realidade Aumentada relacionada a vitrine. A coleção de verão 2019 chegou com um aplicativo onde as pessoas precisavam apontar a câmera do celular para a vitrine. Ao fazer isso, diversos vídeos eram exibidos com combinações possíveis das peças de roupa. Foi uma maneira imersiva da marca apresentar a nova coleção e ampliar o conhecimento da variação das peças, sem falar da funcionalidade de quando o consumidor passava por uma promoção, o app sinalizava. Uma ótima oportunidade de oferecer produtos usando tecnologia. 

Como pode se observar na estratégia da C&A, a tecnologia não foi até o cliente, perdendo fluxo na loja, pelo contrário: para ter a experiência, o usuário deveria ir até a loja para ter acesso a inovação. Isso quer dizer que a Realidade Aumentada também promove fluxo em meios offline, levando o consumidor digital até o ambiente off, quebrando um pouco o receio de que um canal pode canibalizar o outro. De acordo com dados da International Data Corporation (IDC) os varejistas que utilizarem Realidade Aumentada nas empresas aumentarão os níveis de satisfação dos clientes em 20% devido facilidade de acesso à informação.

Vale a pena apostar na funcionalidade, não é mesmo?

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