Como o varejo está ganhando mais espaço no universo de aplicativos

Trazendo um recorte de crescimento de alguns setores no mundo de aplicativos, o setor que mais se destaca nos últimos tempos é o de varejo. Isso se aplica tanto para os mercados de roupas como também de alimentos, e impulsiona desde o pequeno varejista como grandes cadeias varejistas. A onda mobile vem ganhando força e trazendo novos usuários para esse comportamento de compras via apps. 

A digitalização do varejo vem acontecendo há algum tempo, em parte pelo avanço da geração de millennials – que são digitalmente ativos e optam por marcas que promovem uma facilidade digital na hora de adquirir. De acordo com o 39º Relatório Webshoppers, publicado pelo Ebit no primeiro semestre de 2019, os millennials já correspondem a 24% dos consumidores do e-commerce brasileiro. E esse público tende a adquirir maior poder aquisitivo e vai trazer outras gerações que são mais digitais ainda. Diante disso, o varejo precisa se renovar e acompanhar o novo comportamento digital de compras.

Especialistas afirmam que o crescimento do varejo em aplicativos não é algo do momento: as expectativas são boas, pelo menos a médio prazo. O App Annie prevê que 75% de todas as transações de e-commerce sejam feitas via mobile a partir de 2021. Ou seja, o que estamos vivendo hoje do isolamento social – que forçou um pouco a curva da experimentação de compras via celular – está ensinando um novo comportamento aos usuários e conquistando novos adeptos – e com certeza irá mudar a forma de como o varejo previa suas metas de vendas e estratégias de vendas. 

Mercados que se destacam

Os produtos mais comprados no setor de varejo via aplicativos são roupas, eletrodomésticos, alimentos e de farmácias (sendo de cosméticos e/ou remédios). Aqui queremos dar o enfoque no mercado de alimentos, que foi o que mais ganhou aderência após a situação de isolamento social virar uma realidade no Brasil a partir de março de 2020. 

O ramo de alimentos se viu impulsionado pelos aplicativos de delivery como iFood, Rappi e James que facilitam a ponte entre a mercearia, mercado ou supermercado com seu cliente final que quer agilidade e focar em outras coisas do seu dia em vez de ir até o ponto físico para realizar a compra – sem citar a questão de isolamento social que pressionou um pouco mais esse tipo de comportamento. Os aplicativos de intermédio colocarem os “mercadinhos de bairro” no contexto digital, sem mesmo que eles estivessem pensando nisso. Isso fez com que pessoas em isolamento pudessem permanecer em segurança e ainda promover o comércio local. 

O iFood divulgou que após a entrada de supermercadistas em sua plataforma, seu crescimento segue em mais de 100%.  O concorrente Rappi comentou que a compra de itens de supermercado é a linha que mais cresce na empresa, seguida das refeições. É indiscutível como esse mercado conquistou usuários e passou a ser rotineiro. 

O empurrãozinho que faltava.

Além de estarem em plataformas mobile, as marcas estão criando estratégias promocionais para provocar a experimentação da compra via plataforma mobile, seguido de planos de fidelização do cliente via app. 

As formas mais clássicas de diferenciar o canal do meio físico é criando promoções específicas para compras via canal mobile, com descontos e promoções especiais exclusivas do aplicativo. Além disso, uma prática muito usada neste canal é o cashback, onde o estabelecimento deposita um crédito para seu cliente usar em outro momento, como quiser! É benefício financeiro para o usuário e aumento de vendas para a empresa.

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