A economia de aplicativos. O que podemos esperar?

O mundo está em constante mudança. Nesse ambiente tecnológico, vivemos um dia por vez, com notícias que mudam o cenário global a cada momento. E algo que soma nessa transformação diária que o mundo atravessa são os aplicativos. Desde que internet, celulares e aplicativos surgiram e se tornaram parte primordial da rotina dos seres humanos visualizamos mudanças em comportamento, sociedade e consumo. Alguns perfis de pessoas foram mais impactadas e precisaram se adaptar a isso – como por exemplo os aposentados – e outras que já nasceram nesse cenário vivo da tecnologia. Os jovens de hoje – da geração Z – pegaram o avanço da tecnologia em tempo real. E hoje já observamos crianças pequenas totalmente engajadas com tecnologia – elas desconhecem um universo sem as facilidades que o mundo moderno oferece no quesito de tecnologia. 

A economia de aplicativos é uma força econômica que modificou padrões e forma de vida da sociedade. E quando falamos de economia de aplicativos, estamos falando mais precisamente do modelo de economia compartilhada. Podemos dizer que os aplicativos hackearam o formato de oferecer um serviço e ter um comprador para isso: a tecnologia aproximou os interessados de quem tem algo a oferecer – visto que na humanidade sempre tivemos esse modelo de compra e venda – o que mudou aqui foi o uso da tecnologia para potencializar essas trocas.  

Os cases são os clássicos Uber e Airbnb onde serviços que até então eram consolidados no seu formato de comercialização, como transporte e turismo, sofreram uma inovação disruptiva e passaram a ser descentralizados, deram possibilidade a diversas pessoas a terem uma renda extra e aos usuários uma experiência mais envolvente e simples. 

Uma maneira de viver melhor para autônomos e aposentados.

E isso é tão transformador e atrativo que o Brasil é o segundo maior mercado do Uber em todo o mundo, com mais de 600 mil motoristas – perdemos o primeiro lugar somente para o Estados Unidos. Aliás, o Brasil se destaca também como o país onde a economia gerada em aplicativos cresce mais avançado que o próprio PIB do país. 

Esse formato de negócio, que une um prestador de serviço a um comprador tem dado oportunidade a diversas pessoas a se reinventarem. Conforme uma pesquisa feita pelo IBGE em 2019, de 23,8% profissionais autônomos do país, uma parcela de 17% escolhe aplicativos para trabalhar, um pela facilidade que é adquirir uma forma de ganhar dinheiro e segundo pela flexibilidade de horário de trabalho – como se cadastrar para ser motorista ou entregador de comidas. E este formato de trabalho tem alcançado tanto desempregados que estão em busca de renda como aposentados que querem se manter ativos. Esse último público tem aprendido a usar a tecnologia e está cada vez mais inserida no contexto digital, passando até a ganhar dinheiro por intermédio dela e conhecendo pessoas. Entretanto, o site de tecnologia Canaltech identificou que ainda existe uma carência por informações básicas de tecnologia por parte dos idosos e criou o Vovô Tech, que consiste em aulas grátis de curso de tecnologia para idosos. 

Empresários buscam formas de inovar e crescer nos ganhos.

Após a chegada do delivery de comida por aplicativo, como Uber Eats, iFood e Rappi, diversas empresas de comida estão revendo o core do seu negócio e passando a ter uma cozinha exclusiva para atender pedidos de delivery – o que muitas vezes reflete num investimento menor do empresário já que o esforço deve ser para um local que atenda a fabricação do prato e separação para entrega, sem ter a necessidade de um local para receber seus clientes. As expectativas para esse mercado são altas: de acordo com a empresa de estatística Statista, até 2023 veremos os aplicativos de transporte e delivery de comidas passar de 130 bilhões de dólares. Diante da expectativa, empresários estão de olho e se adaptando para acompanhar essa curva crescente. 

A economia de aplicativos, podemos dizer, está vivendo sua primeira grande onda, onde alcançou grande parte da sociedade e modificou hábitos de consumo. A verdade é que continuará em crescimento e com inovações disruptivas que modificarão os formatos e processos que conhecemos hoje de diversos negócios.

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