Chegou a vez do mobile commerce.

Março de 2020 e tudo começou assim: as pessoas se viram ‘trancadas” em uma situação que demandou o aprendizado sobre como fazer compras online – até para o básico do dia a dia como alimentos e higiene – sim, tá fácil de entender que estamos falando do decreto da pandemia – mais precisamente do período mais intenso do isolamento social. 

E diante desse momento disruptivo e intensamente adaptativo, muitos consumidores experimentaram pela primeira vez a realização de uma compra online – no e-commerce tradicional – e dado esse passo, começaram a se aventurar em compras via aplicativos de celular – chamado de mobile commerce ou m-commerce. Foi aqui que o delivery passou a ser uma alternativa factível na rotina das pessoas, para se tornar um hábito diário, mesmo para aqueles mais avessos e que aderem de forma tardia as inovações: um grande passo foi dado para a evolução do comércio digital e via celular.

Os dados não deixam mentir
Os números reforçam esse comportamento do brasileiro com compras online. De acordo com a TIC Domicílios, 70% da população brasileira utiliza Internet. E dessa parte, 48% afirma que usou algum tipo de serviço online – como compras de alimentos, streaming ou transporte – dentro de atividades de e-commerce – o que reforça a significância que o varejo digital tomou nos últimos tempos. E quando fazemos o corte para compras por smartphone, os números endossam ainda mais essa mudança de mindset do consumidor: 85% dos brasileiros que possuem um smartphone fazem compras online por meio do aparelho.

Muitos setores se destacaram nos últimos meses quando o assunto são vendas online. O setor de informática foi um deles. Houve um crescimento considerável na compra de itens relacionados a materiais de escritório como mesas, cadeiras ergonômicas, mouses e headphones, além da contratação de pacotes de internet para residências – com forte migração da internet a cabo para fibra óptica e upgrade na velocidade, o que já nos leva para o setor de serviços. Os setores de moda e alimentação também estão na crista da onda diante do cenário. 

Mas o mais incrível é que o e-commerce como um todo obteve mais de 50% de crescimento entre março e maio, após o início da pandemia e faturou em abril R$ 9,4 bilhões – um aumento de 81% quando comparado ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Compre&Confie. Outro dado que reforça a evolução do varejo digital é que no mesmo período de abril houve 98% a mais de números de pedidos online, chegando num total de 24,5 milhões de compras online. 

As mudanças vieram para ficar. 
Em uma pesquisa realizada com usuários brasileiros, 61% dos entrevistados afirmam ser mais provável comprar de estabelecimentos que aceitam pagamentos sem dinheiro físico do que daqueles que não. Além disso, 67% dizem que se sentiriam confortáveis vivendo em uma sociedade sem dinheiro físico. Isso quer dizer que os brasileiros estão se adaptando a esse novo formato de compras e estão enxergando inúmeros benefícios em realizar compras a distância e pelo celular. 

E as previsões também apontam a virada de jogo: para 2021 as transações de compra devem acontecer 75% via celular – englobando aplicativos e acessos às lojas virtuais pelos smartphones, de acordo com o relatório Shopping Apps Reports 2020.

Todos os caminhos levam a uma direção
Uma coisa é certa: a pandemia vai passar. E quando ela cessar, as relações entre marcas e consumidores terá se transformado. O formato pré-covid já não fará mais sentido e estratégias mobile serão cada vez mais intensificadas. O mobile commerce deve ser encarado como um canal que se complementa a estratégia física. Consumidores buscam por experiências de compra mais simples, fáceis e que façam sentido para eles. E nada mais faz sentido se não envolver um celular. 😉

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *